Da redação
Mais de um mês após dois terremotos de grande intensidade atingirem a Venezuela, o país enfrenta uma emergência humanitária grave, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. Os abalos afetaram a capital e estados vizinhos, prejudicando comunidades em situação econômica já frágil e impossibilitando atividades como pesca e turismo, principais fontes de renda das famílias.
A resposta humanitária reúne esforços de 70 organizações, incluindo sete agências, 24 organizações não governamentais (ONGs) internacionais e 39 entidades nacionais e locais, atuando em 14 estados, 52 municípios e 104 paróquias. Conforme a ONU, mais de 207 mil pessoas receberam assistência, sendo a maioria concentrada nos sete estados diretamente impactados. As maiores operações ocorrem nas áreas de saneamento, saúde e segurança alimentar.
No estado de La Guaira, 142,9 mil pessoas foram atendidas, seguido pelo Distrito Capital, Miranda e Aragua. Entre as pessoas assistidas, há 111,8 mil mulheres, 95,9 mil homens e mais de 2,2 mil pessoas com deficiência. O Programa Mundial de Alimentos ofereceu refeições e cestas básicas a mais de 100 mil pessoas em 80 comunidades e distribuiu cupons eletrônicos para estimular a economia onde o comércio local ainda funciona.
A estimativa do Programa Mundial de Alimentos é alcançar até 500 mil pessoas nos três primeiros meses de operação e solicitou US$ 80 milhões para garantir o abastecimento. Entre os principais doadores estão Estados Unidos, Comissão Europeia, Fundo Central de Resposta de Emergência da ONU e Suíça. O porta-voz do secretário-geral da ONU afirmou que o Plano de Resposta Humanitária possui apenas 42% do financiamento necessário e pediu mais apoio internacional.





