Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após cerca de três meses sem contato, segundo interlocutores. O encontro ocorreu na residência do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, com a presença de Cristiano Zanin, também do STF. Conforme pessoas a par da reunião, não houve debate sobre uma nova indicação de Jorge Messias à Corte, e Lula afirmou que qualquer movimento nesse sentido ficará para depois das eleições de outubro.
Aliados de Lula informaram que o encontro foi motivado por insistentes pedidos dos líderes do PT e do governo no Senado, Camilo Santana (CE) e Teresa Leitão (PE), além do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães (PT). Lula, porém, resistia devido ao descontentamento com a rejeição de Messias, atribuída a articulação de Alcolumbre. O presidente, segundo pessoas próximas, preferiu virar a página sobre o episódio, para focar projetos de interesse do governo no Congresso.
Integrantes do Palácio do Planalto argumentaram que o diálogo com o Senado era necessário, pois há propostas do Executivo que dependem de apreciação pela Casa. Entre as prioridades está o projeto que põe fim à escala 6×1, já aprovado pela Câmara dos Deputados e que aguarda análise do Senado. Lula enfatizou a importância do tema, enquanto Alcolumbre sinalizou que a apreciação ficará para depois das eleições.
Segundo aliados, Alcolumbre teria mantido a proposta parada para retomar o diálogo com Lula, após o conflito decorrente da rejeição no Senado. Senadores veem a atuação de Alcolumbre como tentativa de sinalizar ao bolsonarismo, mas ele nega participação direta na derrota do governo e afirma que o Senado preferia Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o STF. O Partido Liberal trabalha com os nomes de Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) para a presidência do Senado.





