Da redação
Luciano Fialho, vice-presidente da Scala Data Centers, afirmou que o Brasil possui condições para se firmar como um hub global de processamento de dados e inteligência artificial. Ele fez a avaliação durante participação no Conexão 2030: O futuro do Brasil que constrói, em Brasília, promovido pelo PlatôBR em parceria com a Lotus.
Fialho destacou que o país reúne vantagens competitivas, como matriz energética renovável, digitalização dos serviços e capacidade de atrair investimentos bilionários. O executivo afirmou que o Brasil pode assumir papel estratégico na economia digital, processando dados de empresas e governos estrangeiros, indo além do consumo de tecnologia.
No mesmo painel, Ettore Marchetti, CEO da EQI Asset, avaliou que a posição do Brasil é estratégica para investimentos em data centers, citando energia limpa, custos de terra baixos, água abundante e neutralidade geopolítica. Entretanto, ele ressaltou as incertezas do mercado quanto ao volume de capital necessário para a expansão do setor. Rafael Prudente, sócio da Arton Capital, apontou o alto custo de oportunidade devido à rentabilidade da renda fixa como entrave, mas observou crescente busca de investidores por ativos ligados à economia real.
No encerramento do evento, Roberto “Cyborg” Abreu, treze vezes campeão mundial de jiu-jitsu, afirmou que o esporte é um dos principais produtos de exportação brasileiros, reunindo milhares de praticantes em mais de cem países e contribuindo para transformação social. Ruy Hernandez, co-CEO da Lotus, ressaltou que o esporte ensina disciplina, foco e responsabilidade, valores aplicáveis em diferentes áreas.





