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Especialistas da ONU pedem ação internacional para evitar crise humanitária em Cuba


Da redação

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram as recentes medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba e solicitaram à comunidade internacional que intervenha para evitar uma “Gaza silenciosa” na ilha. Eles defenderam que alimentos não devem ser usados como ferramenta de pressão política e alertaram que ações que privam uma população de meios de sobrevivência atentam contra o direito à vida e à dignidade humana.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, manifestou condenação ao embargo petrolífero imposto por Washington e ao endurecimento das sanções estadunidenses, chamando a política adotada pelo presidente Donald Trump de “genocídio político”. Díaz-Canel pediu o fim das sanções e do bloqueio ao combustível, agradecendo o envio de ajuda humanitária e suprimentos por grupos internacionais. Segundo o presidente, “Que Cuba viva em paz, e que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos”.

A crise econômica em Cuba resultou no encerramento das atividades de várias empresas internacionais, especialmente nos setores de turismo e financeiro, conforme fontes oficiais. O esgotamento do estoque de combustível ocasionou cortes nacionais de energia e impactos no transporte público local. O governo cubano ainda reduziu o ano letivo devido à falta de combustível.

O governo dos Estados Unidos atribui os problemas enfrentados à má gestão econômica e à falta de investimentos por parte das autoridades cubanas. O cenário descrito inclui apagões frequentes e dificuldades na manutenção dos serviços básicos para a população, segundo informações divulgadas por autoridades norte-americanas e veículos internacionais.