Início Política Defesa de Buzzi alegou disfunção erétil ao contestar acusações de assédio sexual

Defesa de Buzzi alegou disfunção erétil ao contestar acusações de assédio sexual


Da redação

O ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, foi punido por importunação sexual contra uma jovem de 18 anos e assédio contra uma ex-assessora. Conforme decisão inédita do STJ, os ministros decidiram, por maioria absoluta, pelo afastamento definitivo e perda do cargo. Ele já havia sido afastado cautelarmente por seis meses por decisão administrativa disciplinar.

Segundo as acusações, a ex-funcionária do gabinete relatou episódios de toques e insinuações praticados por Buzzi. A outra denúncia partiu de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que afirmou ter sido importunada sexualmente por ele durante visita à casa de praia em Balneário Camboriú (SC). A jovem declarou que foi agarrada à força e tocada no mar.

A advogada de Buzzi, Maria Fernanda Saad Ávila, afirmou que havia “contradições nos depoimentos das testemunhas de acusação”. Segundo ela, o ministro sofre de dificuldades motoras, utiliza bengala e palmilha, além de ser portador de disfunção erétil, impeditivos para cometer o abuso. A defesa acrescentou laudo urológico ao processo para rebater os relatos das vítimas.

Em nota, a defesa ainda alegou que a mãe de uma das denunciantes, também advogada, teria interesses diretos em processos e decisões no Superior Tribunal de Justiça. Os advogados de Buzzi sustentaram que “as alegações apresentadas até o momento carecem de provas concretas” e criticaram o envolvimento de pessoas com possíveis interesses na Corte.