Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Fernando Haddad como seu sucessor político dentro do Partido dos Trabalhadores durante a convenção nacional da legenda. Aliados do PT avaliaram, nos bastidores, que o momento não seria adequado para iniciar esse debate sobre sucessão partidária.
Entre lideranças da esquerda fora do PT, a manifestação de Lula foi recebida com indiferença, segundo relatos de integrantes desses grupos. No comando do Partido Socialista Brasileiro, legenda que compõe a chapa de Lula e tem Geraldo Alckmin como vice presidente novamente, avaliações indicam que não causou surpresa a postura do PT.
Dirigentes do PSB destacam que o partido resiste a ceder espaço de protagonismo no campo progressista. Questionado se a sigla permitiria o surgimento de uma liderança de outro partido para concorrer à Presidência em 2030, um dirigente socialista afirmou: “Não se trata disso. Se depender do PT, ninguém mais surge em lugar algum. Vamos criar lideranças com ou sem o PT”.
O PSB integra alianças com o PT e participa do governo federal. Fernando Haddad é ex-candidato à Presidência e atual ministro da Fazenda. O debate sobre sucessão ocorre no contexto de disputas internas e articulações entre partidos de esquerda.





