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GDF afirma ter superado crise fiscal e projeta fechar 2026 com saldo positivo de R$ 3 bilhões

Por Alex Blau Blau

Balanço do primeiro semestre aponta recuperação das finanças públicas após medidas de contenção de despesas e aumento da arrecadação

O Governo do Distrito Federal informou que conseguiu reverter o cenário de desequilíbrio financeiro registrado no início de 2026 e trabalha com a expectativa de encerrar o ano com superávit de R$ 3 bilhões. Os números foram apresentados durante a divulgação do balanço fiscal do primeiro semestre, realizada no Palácio do Buriti.

Ao comentar o resultado, a governadora Celina Leão afirmou que a atual administração recebeu as contas públicas em situação delicada, com déficit elevado, compromissos financeiros acumulados e dificuldades para manter a capacidade de pagamento do governo. Segundo ela, a adoção de medidas de austeridade permitiu reorganizar as finanças e restabelecer o equilíbrio das contas.

Entre as ações adotadas pelo Executivo estão a limitação de despesas sem disponibilidade de caixa, a revisão de contratos administrativos, a redução de gastos em diversos órgãos e a suspensão de reajustes. O objetivo, de acordo com o governo, foi adequar as despesas ao ritmo da arrecadação.

O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, destacou que os ajustes fiscais produziram reflexos diretos na classificação da capacidade de pagamento do Distrito Federal, que passou da nota C para a nota A. A melhora amplia as condições para futuras operações de crédito e fortalece a credibilidade financeira da administração.

Segundo o secretário, parte das dificuldades encontradas estava relacionada à existência de despesas contratadas sem cobertura orçamentária. Um dos exemplos apresentados foi o subsídio ao transporte público, cuja previsão de gastos era inferior ao volume efetivamente necessário para manter o serviço.

A recuperação da capacidade de pagamento também poderá ter impacto nas discussões envolvendo o pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília. O tema será analisado pelo Supremo Tribunal Federal em

audiência prevista para a próxima semana.

Durante a apresentação, Celina Leão afirmou que o governo defenderá tecnicamente a operação e apresentará documentos que demonstram a evolução dos indicadores fiscais, ressaltando que a questão deve ser tratada sob critérios financeiros e jurídicos.

Os dados apresentados ainda mostram melhora na relação entre receitas e despesas correntes do Distrito Federal. O índice ficou abaixo do limite que restringia novas contratações e investimentos, abrindo espaço para maior capacidade de gestão orçamentária.

De acordo com o levantamento divulgado pela equipe econômica, o Distrito Federal arrecadou R$ 44,79 bilhões nos últimos doze meses, enquanto as despesas somaram R$ 42,08 bilhões, resultado que representa saldo positivo de R$ 2,71 bilhões e reforça a expectativa do governo de concluir 2026 com as contas públicas em equilíbrio.