Da redação
O candidato à Presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, criticou ministros do Supremo Tribunal Federal durante ato de campanha em Itapetininga, interior de São Paulo, e prometeu indicar “homens e mulheres” para compor a corte, caso seja eleito. Ele afirmou: “O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres, que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição, que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. A lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do STF”.
Conforme Flávio Bolsonaro, a escolha de nomes para o STF busca sinalizar ao eleitorado feminino, segmento em que segundo pesquisas ele tem desempenho inferior ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na pré-campanha, o candidato cogitou escolher uma vice mulher, mas escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Flávio também levou sua esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, para a campanha. De acordo com aliados, esse movimento tenta diminuir resistência ao seu nome após declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o acusou de maus-tratos, e posteriores gestos de reconciliação.
O evento em Itapetininga foi organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita da cidade, que afirmou: “hoje a minha grande missão é fazer Flávio Bolsonaro o nosso presidente da República”. No palco também estavam Maurício Neves, presidente estadual do PP em São Paulo, Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado, e André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa e candidato ao Senado. Flávio declarou que, se eleito, vai declarar guerra ao narcotráfico, classificar organizações criminosas como terroristas e fará uma oração em sua posse.
Atualmente, há apenas uma mulher no STF, a ministra Cármen Lúcia. Desde sua criação, apenas outras duas mulheres integraram a corte: Ellen Gracie, em 2000, e Rosa Weber, em 2011. O governo Lula indicou três homens ao Supremo nesta gestão, sendo que um nome, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado e a vaga permanece aberta.





