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Flávio Bolsonaro adota ataques a Lula e reforça pautas bolsonaristas após troca de marqueteiro


Da redação

Flávio Bolsonaro (PL) instituiu mudanças na comunicação de sua campanha presidencial com a chegada do publicitário Duda Lima, que substituiu Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Desde então, a estratégia passou a priorizar ataques à gestão Lula, críticas à condução da economia e a exposição de desgastes políticos do atual governo.

Após o anúncio da troca de equipe, a primeira publicação da nova fase abordou o avanço da dívida pública sob o governo petista. Dias depois, o tema econômico retornou com críticas ao endividamento das famílias brasileiras, que, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atinge 82% dos lares. A campanha também incorporou ataques diretos a aliados de Lula, citando suspeitas envolvendo Jaques Wagner no caso Master e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, relacionando-o à lobista Roberta Luchsinger, investigada na farra do INSS.

Flávio também explorou episódios envolvendo o acesso de Roberta Luchsinger ao entorno de Lula, sobretudo o contato com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Esse assunto ganhou destaque na comunicação da campanha e foi citado no anúncio do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-relator da CPMI do INSS, como vice da chapa, definido por Flávio como o “terror do Lulinha”.

A campanha intensificou a defesa de bandeiras tradicionais do bolsonarismo, como o combate ao crime organizado e à corrupção, e resgatou casos antigos como o mensalão e o petrolão. Outras ações envolveram o estímulo à mobilização com vaquinha virtual, ampliação dos palanques estaduais e maior proximidade a lideranças femininas do bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro (PL), Damares Alves (Republicanos), Bia Kicis (PL), Tereza Cristina (PP), Simone Marquetto (PP) e Daniella Marques (Republicanos).