Da redação
O Distrito Federal registrou 14 desastres climáticos oficiais em dez anos, com casos de incêndios florestais, estiagens, erosões, alagamentos e chuvas intensas, conforme o Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026. Em 2024, quatro desses eventos foram notificados, sendo três incêndios florestais e uma chuva intensa, que deixou 80 pessoas desabrigadas ou desalojadas.
O levantamento foi elaborado pelo Centro Brasil no Clima (CBC) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). Segundo o documento, embora a média de registros seja considerada baixa, os impactos dessas ocorrências são significativos para a população atingida. O anuário recomenda fortalecer mecanismos de prevenção, resposta e resiliência diante do aumento de eventos climáticos e ambientais extremos.
Especialistas debateram essas questões em São Paulo, durante programação organizada em colaboração com o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e E-mundi. O evento discutiu temas como El Niño, adaptação e estratégias para cidades e governos enfrentarem eventos extremos, reconhecendo a necessidade de preparação tanto para estiagens como para excesso de chuva.
O seminário evidenciou que ainda há deficiências na resposta nacional a desastres, apontando o desafio de fortalecer políticas públicas. O Anuário reúne dados sobre riscos e a capacidade de resposta das unidades da Federação, ressaltando a importância de ações integradas diante do agravamento dos impactos climáticos no Brasil.





