Da redação
O governo do Distrito Federal participará de uma nova audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal, munido de argumentos técnicos para cobrar da União e do Fundo Garantidor de Créditos uma solução para a crise do Banco de Brasília. Segundo a gestão de Celina Leão (PP), todas as exigências previstas no acordo homologado pelo ministro Luiz Fux foram cumpridas e, agora, a expectativa é de que o governo federal tome providências.
O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, afirma que o Distrito Federal conquistou o rating provisório Capag A para 2026, após superar entraves como a recuperação da capacidade de pagamento. “É uma meta ambiciosa. Evidente que temos que continuar com nossos programas de ajuste fiscal, mas acho que em mais dois ou três meses teremos um simulado de Capag A+”, declarou Oliveira. O governo local reforça que o objetivo é encerrar o ano com classificação A+ na Capag.
A Secretaria de Economia informa que o Distrito Federal também superou o limite constitucional previsto no artigo 167-A, reduzindo a relação entre despesas e receitas correntes para 93,95%, abaixo do limite de 95%. O indicador chegou a 97,63% em janeiro, mas foi revertido mediante medidas de ajuste fiscal e controle de gastos. Em abril, dois decretos ampliaram o rigor na execução orçamentária.
Segundo a administração local, a recuperação fiscal reverteu a previsão de déficit de quase R$ 6 bilhões, resultando em superávit estimado de R$ 3 bilhões ao final de 2026. O crescimento da arrecadação, impulsionado principalmente pelo ICMS, foi cerca de dez por cento acima da inflação. Na semana passada, diante das críticas da governadora Celina Leão, o ministro Dario Durigan (Fazenda) classificou como descabida a acusação de “inércia” contra o governo federal.





