Da redação
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram operação para aprofundar investigações sobre supostas irregularidades na aplicação de noventa e sete milhões de reais pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió em operações financeiras do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central. Oito mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos em cidades de Alagoas e São Paulo.
Entre os alvos estão João Felipe Alves Borges, secretário de Fazenda de Maceió; Ronnie Reyner Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do Iprev; Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, ex-coordenador-geral de Investimentos do instituto; Renan Foglia Calamia, ligado à consultoria Crédito & Mercado; Marília Alexandre de Lima Alves, da Secretaria Municipal da Fazenda; e Marcelo Brasileiro Santos, do Comitê de Investimentos do Iprev. Mendonça determinou ainda a indisponibilidade de bens e valores desses investigados até o total de noventa e sete milhões de reais.
Segundo a Polícia Federal, a Crédito & Mercado teria sido contratada pelo Iprev e atuado em credenciamento, elaboração e validação de análises, o que caracterizaria terceirização indevida de competência administrativa. Conforme a PF, as suspeitas de possível gestão fraudulenta recaem sobre duas aplicações feitas pelo instituto em letras financeiras emitidas pelo Master: uma de noventa e sete milhões de reais em dezembro de 2023 e outra de dezessete mil reais em maio de 2024.
A investigação apura as circunstâncias do credenciamento, cotação, análise de risco e decisão que antecederam os investimentos. Nos autos, Mendonça destacou relatos de “possível direcionamento dos investimentos e exposição desproporcional do patrimônio previdenciário a ativos de risco elevado”. O Iprev afirmou que seguiu os ritos legais, alegou aumento do patrimônio e que colabora com as autoridades. Os investigados não foram localizados para comentar.





