Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a Turquia em segredo a bordo de uma aeronave menor após uma ameaça de assassinato atribuída ao Irã, segundo o jornal The Washington Post. Trump embarcou inicialmente em um Air Force One em Ancara, mas foi transferido para um C-32A, que o levou ao Reino Unido. O episódio foi relatado por uma autoridade americana sob condição de anonimato.
Enquanto parte da imprensa e integrantes do governo acreditavam que Trump ainda estava a bordo do avião oficial maior, jornalistas que viajavam na aeronave antiga receberam orientações para manter as persianas das janelas fechadas. Diversos veículos, incluindo o The New York Times, indicaram que a troca de aeronaves foi motivada pela ameaça iraniana. A medida aumentou as suspeitas de preocupação com a segurança do presidente norte-americano.
Anteriormente, veículos de imprensa dos Estados Unidos já haviam mencionado ameaças do Irã como motivo para Trump não utilizar o novo Boeing 747-8, aeronave doada pelo Catar ao governo americano. O modelo foi utilizado na chegada à Turquia para participação de Trump em uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Durante o evento, o presidente afirmou que viajaria em um Boeing 747 mais antigo para permitir que militares americanos no Reino Unido pudessem conhecer a nova aeronave.
De acordo com o The New York Times, a troca gerou questionamentos sobre os equipamentos de proteção do jato oferecido pelo Catar, considerados inferiores aos do avião mais antigo, especialmente em relação a sistemas de defesa antimísseis. A aeronave foi doada pela família real do Catar no ano anterior, após reclamações de Trump sobre as condições dos Air Force One antigos. A Casa Branca, por meio do diretor de Comunicações Steven Cheung, afirmou que o novo Air Force One possui protocolos de segurança de alto nível.





