Da redação
O diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a África, Mohamed Yakub Janabi, afirmou que as autoridades registraram 4.209 casos confirmados e 1.916 mortes de ebola em diversas províncias da República Democrática do Congo. Janabi falou após visitar o epicentro do surto em Bunia e destacou que as equipes identificam somente um terço dos casos, sinalizando uma possível subnotificação.
De acordo com Janabi, entre 60% e 70% das mortes ocorrem em casa, fora das unidades de tratamento, dificultando o controle da epidemia. Segundo as autoridades, a falta de serviços básicos de saúde fora dos grandes centros urbanos leva os doentes a buscarem auxílio tardiamente em Bunia. O diretor observou ainda que infecções iniciais podem ter sido confundidas com malária ou febre tifoide.
A Organização Mundial da Saúde propôs ampliar em 400 os leitos exclusivos para ebola e acrescentar cem leitos para outros atendimentos de saúde. Além disso, recomendou o treinamento de motoristas para encaminharem pacientes diretamente aos centros de tratamento, já que aproximadamente metade das mortes está relacionada a redes de transporte, segundo a agência.
Entre as iniciativas sugeridas estão a instalação de pontos de lavagem de mãos em estações e comércios locais, e maior envolvimento dos meios de comunicação na conscientização sobre sintomas. Um grupo consultivo recomendou que a vacina Ervebo, apesar de desenvolvida para outra cepa, seja priorizada. Especialistas afirmam que profissionais vacinados entre 2018 e 2020 apresentaram quadros mais leves da doença após contrair o vírus bundibugyo.





