Da redação
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que cerca de 730 toneladas de resíduos plásticos são despejadas diariamente no Mar Mediterrâneo, poluindo ecossistemas e ameaçando a biodiversidade local. Segundo a agência, a principal fonte desses resíduos são populações costeiras e o turismo sustentável precário.
Além dos plásticos descartáveis, que representam mais de 60% do lixo marinho das praias, o Pnuma aponta que resíduos industriais, águas residuais, microplásticos e poluentes de navios agravam a degradação das águas. O escoamento agrícola e a má gestão do lixo contribuem ainda para o enfraquecimento dos ecossistemas costeiros, responsáveis por prover alimentos, água e proteção contra erosão.
A organização alerta que o Mar Mediterrâneo está aquecendo 20% mais rápido do que a média global e enfrenta ameaças como aumento das temperaturas, mudanças na precipitação, elevação do nível do mar e acidificação dos oceanos. Construções, poluição, pesca de espécies menores e a introdução de espécies não nativas também afetam os habitats marinhos, conforme o Pnuma.
Desde 1975, o Plano de Ação para o Mediterrâneo, coordenado pela Pnuma/Map, apoia áreas marinhas protegidas e ações para recuperar biodiversidade e ecossistemas. A coordenadora Tatjana Hema ressalta a importância do planejamento costeiro inteligente e da cooperação regional para garantir sustentabilidade ao mar e às comunidades dependentes dele.





