Início Distrito Federal Brasília sedia Congresso Mundial de Médicos Católicos sobre inteligência artificial e ética

Brasília sedia Congresso Mundial de Médicos Católicos sobre inteligência artificial e ética


Da redação

Brasília sediou pela primeira vez o XXVII Congresso Mundial de Médicos Católicos, promovido pela Federação Internacional das Associações Médicas Católicas em parceria com a Associação Brasileira de Médicos Católicos, com a participação de mais de 370 médicos de 15 países. O evento, que reuniu representantes dos cinco continentes, discutiu a conciliação entre avanços tecnológicos e o cuidado humanizado na medicina, tendo como tema central “Médicos católicos entre as revoluções industrial e digital”.

Durante o congresso, especialistas abordaram questões como inteligência artificial, medicina personalizada, robótica, pesquisa clínica, cuidados paliativos, bioética e telemedicina. Os participantes destacaram que, apesar de as novas tecnologias ampliarem as possibilidades de diagnóstico e tratamento, surgem desafios em relação à privacidade, autonomia do paciente, responsabilidade profissional e equidade no acesso à saúde. A humanização do atendimento foi ressaltada como eixo indispensável, diante do crescimento do uso de algoritmos e automação na área médica.

Na cerimônia de abertura, o arcebispo de Brasília, cardeal Dom Paulo Cezar Costa, celebrou missa inaugural e afirmou: “O nosso papel é salvar vidas. Não é dominar a vida humana, mas colaborar com o Criador na promoção da dignidade humana”, destacando a importância de exercer a medicina com fé e responsabilidade. A médica Érika Cavalcanti de Oliveira, especialista em cuidados paliativos, afirmou que “a tecnologia pode apoiar as decisões médicas, mas nunca substituir o olhar humano, a compaixão e o compromisso com a dignidade da vida”.

A Federação Internacional das Associações Médicas Católicas foi fundada em 1966 e atua em colaboração com organismos da Santa Sé, promovendo o diálogo entre ciência, ética e fé. O congresso consolidou o protagonismo brasileiro nas discussões sobre bioética e humanização, ampliando a cooperação internacional entre profissionais e instituições médicas.