Da redação
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (11), indicou que a desaceleração da atividade econômica deve se intensificar nos próximos trimestres, segundo avaliação de alguns economistas. Com isso, o Banco Central ganharia espaço para manter o corte de juros, atualmente fixados em 14% ao ano.
De acordo com Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Pine, os juros elevados tendem a reduzir o ritmo das concessões de crédito, a diminuir investimentos e a limitar novas contratações de trabalhadores formais. “Diante desse cenário, revisamos nossa projeção para a taxa Selic e passamos a esperar reduções de 0,25 ponto percentual em cada uma das reuniões restantes do Copom em 2026, levando a taxa básica para 13,25% ao ano ao final de 2026”, afirmou Oliveira.
Oliveira explica que a revisão das previsões se baseia principalmente na expectativa de continuidade da desaceleração da atividade, fator que deve colaborar para a desinflação. Segundo ele, o ciclo de redução será gradual, por conta da desancoragem das projeções de inflação e da persistência de riscos, como o fenômeno climático El Niño e as incertezas no preço dos combustíveis.
A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 15 e 16 de setembro. O cenário sugerido por Oliveira aponta que, se confirmado, poderá beneficiar o governo Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral. O relatório Focus aponta expectativa de redução dos juros até o patamar de 13,75% ao ano, enquanto os economistas do Banco Pine projetam recuo para 13,25%.





