Da redação
As agências das Nações Unidas atuam em apoio ao governo colombiano na resposta à emergência provocada pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país às 7h30 da manhã, horário local, com epicentro em San José del Palmar, departamento de Chocó. Segundo o porta-voz Farhan Haq, ao menos 160 pessoas morreram, centenas ficaram feridas e vítimas ainda permanecem sob os escombros, conforme os números seguem sendo atualizados.
De acordo com María José Torres Macho, coordenadora humanitária e representante da ONU em Bogotá, as equipes da organização estão mobilizadas para fornecer assistência nas áreas de segurança alimentar, saúde, água, saneamento e proteção de crianças e famílias afetadas, especialmente nas regiões centro-oeste e ocidental, as mais prejudicadas. O Programa Mundial de Alimentos informou que está fornecendo apoio alimentar e financeiro às comunidades mais atingidas, enquanto o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento está conduzindo avaliações dos danos.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários relatou que o terremoto teve impacto em 12 departamentos e 335 municípios da Colômbia. Mais de 4.800 edificações sofreram danos, das quais 387 foram destruídas, e 61 edifícios desabaram. Serviços essenciais, como eletricidade, água, saúde e conectividade, foram interrompidos em várias cidades. Sete aeroportos foram fechados após o sismo, restando apenas um reaberto até o momento da última atualização.
A cidade de Cali, localizada na região de Valle del Cauca, também foi afetada e passou a receber doações de água destinadas às vítimas. Segundo informações oficiais, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que tomou posse na sexta-feira anterior ao evento, declarou estado de calamidade nacional horas após o terremoto. O tremor também foi sentido em países vizinhos, como Panamá, Venezuela e México.





