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Países discutem uso de IA e justiça para enfrentar crimes ambientais em Genebra


Da redação

Genebra sediou a 30ª Reunião do Grupo de Trabalho das Partes da Convenção de Aarhus, que reuniu mais de cem representantes de governos, organizações não governamentais e outros parceiros. Sob presidência da Finlândia, os debates abordaram o fortalecimento do acesso à justiça em casos de crimes e danos ambientais, o uso da inteligência artificial para assegurar informações ambientais confiáveis e a promoção da participação pública em fóruns internacionais.

De acordo com as discussões, a aplicação de inteligência artificial e de novas tecnologias tem transformado a coleta, divulgação e uso de dados ambientais. Delegações apresentaram exemplos de modernização de sistemas digitais e destacaram a importância de envolver a sociedade civil no desenvolvimento dessas ferramentas e infraestruturas. O grupo defendeu o combate à desinformação, tanto por meio de educação e sensibilização, quanto pela ampla divulgação de informações ambientais confiáveis.

O aumento dos casos de criminalidade ambiental foi apontado como fator que ameaça o bem-estar de comunidades. Representantes defenderam maior acesso à justiça para que a população possa contestar violações e danos ambientais. Houve elogios a avanços na proteção ambiental, responsabilização penal e iniciativas de conscientização, embora tenham sido identificados entraves como a baixa detecção dos crimes, falta de mecanismos de denúncia e obstáculos enfrentados por crianças e grupos vulneráveis.

A Convenção de Aarhus, adotada em 1998 pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa, propõe ampliar o papel dos cidadãos e de entidades civis nos debates ambientais, fundamentando-se na democracia participativa. O evento global de junho discutiu mecanismos de acesso à informação, intercâmbio de dados e destacou a transmissão ao vivo das sessões, além da inclusão institucionalizada de povos indígenas e mulheres.