Da redação
O governo da Colômbia negou ter recusado auxílio internacional por “considerações ideológicas” às vítimas do terremoto que atingiu o país, conforme comunicado da chancelaria. A negativa foi divulgada após rumores de que apenas governos alinhados politicamente ao presidente Abelardo de la Espriella estariam sendo atendidos.
A crise representa o primeiro grande desafio do presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo recentemente. Segundo a oposição e veículos internacionais, havia informações de que o governo aceitaria contribuições apenas de países ideologicamente próximos, o que foi refutado pelo Ministério das Relações Exteriores colombiano.
O ministro Omar Bula afirmou que a Colômbia está recebendo ajuda do México, El Salvador, República Tcheca, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Catar, Israel, Índia e Chile. “Não excluímos nenhum país”, declarou Bula. No entanto, para envio de equipes de resgate, só aceitaram unidades dos Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel, conforme David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres.
Uma equipe de voluntários mexicanos, liderada por Héctor Méndez, da organização Topos Azteca, participou dos trabalhos de resgate em Cali. “Imploro a eles, vamos trabalhar juntos e tentar resgatar nossos irmãos soterrados”, afirmou Méndez. Ele ressaltou a necessidade de união e pediu para que a crise não seja politizada.





