Da redação
Cuba celebrou o centenário de nascimento de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, com uma série de homenagens que incluem seminário internacional sobre seu legado. Conforme relato oficial, os eventos ocorrem diante de uma crise energética agravada pelo embargo econômico dos Estados Unidos e pela produção insuficiente de petróleo, segundo a União Petrolífera de Cuba.
Enquanto autoridades destacam a trajetória de Fidel, a população enfrenta apagões e dificuldades de abastecimento. Em agosto, o país registrou dois apagões nacionais em menos de 24 horas. De acordo com especialistas, o cenário ameaça setores como a saúde e freia o desenvolvimento econômico. O presidente Miguel Díaz-Canel qualificou o bloqueio americano como “genocídio político”.
Fidel Castro nasceu em Birán, na província de Holguín, e ganhou destaque após liderar o ataque ao Quartel Moncada, em 1953. Preso e posteriormente anistiado, organizou o Movimento 26 de Julho no exílio no México, ao lado de Ernesto “Che” Guevara. Retornou a Cuba em 1956 e liderou a guerrilha até a vitória da Revolução, em 1959.
Durante quase 50 anos no poder, Fidel implementou nacionalizações, reforma agrária e políticas de saúde e educação, mas foi alvo de denúncias de repressão a opositores, falta de alternância democrática e violações de direitos humanos. Organizações como Human Rights Watch e Anistia Internacional reconheceram avanços sociais, mas apontaram restrições à liberdade de expressão e perseguição a dissidentes.





