Da redação
Mais de cinco milhões de pessoas estão impedidas de realizar apostas em plataformas online no Brasil, de acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O número engloba usuários autoexcluídos, participantes do Desenrola – programa de renegociação de dívidas – e beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada.
Segundo o ministro, 1,2 milhão de pessoas optaram pela autoexclusão, utilizando a plataforma que possibilita o bloqueio voluntário ao acesso aos sites de apostas. Outras 800 mil fazem parte do Desenrola, ficando impedidas de apostar por seis meses, seguindo as regras do programa. Cerca de três milhões de pessoas são beneficiárias de programas sociais, o que também as impede de participar das bets.
Durigan informou que duas operações foram deflagradas na mesma data, com apoio da Secretaria de Prêmios e Apostas. Uma operação investiga empresa que atuava de forma ilegal, enquanto a outra mira uma empresa habilitada, mas com autorização suspensa por medida cautelar. As investigações incluem possíveis crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, e contam com integração entre órgãos públicos e autoridades policiais.
O Ministério da Fazenda iniciou a divulgação dos documentos que fundamentaram a autorização de empresas do setor. Na primeira etapa, foram disponibilizados materiais referentes a 80 das 85 empresas habilitadas na Secretaria de Prêmios e Apostas, totalizando mais de 2 mil páginas. Os documentos trazem pareceres técnicos, análises de idoneidade, detalhes sobre origens de recursos e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, além de informações sobre pagamento de outorga e relatórios de análise. Conforme o ministério, o processo será gradual e visa ampliar a transparência no setor.





