Por Alex Blau Blau
Celina Leão defende atendimento humanizado e proteção às famílias enquanto Robério Negreiros destaca medidas já apresentadas para atender moradores e pessoas em vulnerabilidade
A situação das pessoas que vivem nas ruas voltou a ganhar atenção no Distrito Federal diante de ocorrências recentes e de reclamações apresentadas por moradores de algumas regiões. O cenário tem levado autoridades a buscar alternativas que conciliem assistência social, atendimento de saúde e segurança nos espaços públicos.
A governadora Celina Leão afirmou que o enfrentamento do problema exige sensibilidade para acolher quem precisa de ajuda, mas também responsabilidade para proteger famílias e garantir tranquilidade à população.
Entre as iniciativas apresentadas está uma proposta encaminhada à Câmara Legislativa para regulamentar a internação involuntária humanizada dentro das situações permitidas pela legislação. A intenção é estabelecer procedimentos que possibilitem atendimento adequado quando houver necessidade comprovada.
Celina também ressaltou a importância da atuação das forças de segurança e citou uma ocorrência recente em que policiais militares conseguiram libertar uma mulher idosa mantida refém.
Robério aponta preocupação anterior na Asa Sul
O deputado distrital Robério Negreiros lembrou que a discussão não começou agora. O parlamentar já havia encaminhado ofícios manifestando preocupação com relatos de moradores da Asa Sul relacionados ao funcionamento do Centro Pop.
Robério chegou a sugerir que o governo estudasse a transferência da unidade para o Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte, onde funciona o Hotel Social.
Para o deputado, a solução precisa garantir acolhimento digno às pessoas em situação de rua, sem deixar em segundo plano a segurança e o bem estar das comunidades próximas aos equipamentos públicos.
Resposta precisa chegar às ruas
As iniciativas mostram uma tentativa de construir uma resposta conjunta para uma questão que envolve diferentes áreas do governo. A assistência social é indispensável para atender pessoas em situação de vulnerabilidade, assim como saúde e segurança precisam atuar quando as circunstâncias exigirem.
O crescimento da preocupação entre moradores, porém, torna necessário que as medidas avancem e sejam percebidas no cotidiano.
Sem generalizar ou criminalizar quem vive nas ruas, o poder público enfrenta agora a responsabilidade de impedir que episódios envolvendo uma parcela dessas pessoas comprometam a convivência e aumentem a sensação de insegurança no Distrito Federal.





