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Operação Retorno leva 42 pessoas em situação de rua de volta aos estados de origem

Por Alex Blau Blau

GDF intensifica ações de acolhimento em diferentes regiões enquanto episódios recentes de violência aumentam a preocupação com a segurança nos espaços públicos

Desde o início do ano, 42 pessoas em situação de rua deixaram o Distrito Federal com passagens interestaduais concedidas pelo Governo do Distrito Federal para retornar às cidades de origem ou a locais onde possuem vínculos familiares e comunitários.

A iniciativa integra a Operação Retorno e ocorre em meio à ampliação das ações de acolhimento promovidas pelo GDF. Segundo a governadora Celina Leão, equipes estão realizando abordagens diariamente em diferentes regiões administrativas.

Somente nesta semana, um mutirão percorreu 42 pontos, incluindo áreas de Sobradinho, Sobradinho II, Samambaia e Plano Piloto.

A concessão das passagens faz parte do Auxílio em Situação de Vulnerabilidade Temporária. Para receber o benefício, cada pessoa passa por avaliação de profissionais da assistência social. A passagem pode ser concedida para o retorno à cidade de origem ou para outro local onde existam vínculos familiares ou comunitários.

Ocorrências aumentam preocupação

A intensificação das ações acontece em um momento de maior atenção sobre a situação nas ruas. Em aproximadamente duas semanas, pelo menos nove episódios envolvendo pessoas em situação de rua foram registrados no Distrito Federal, incluindo agressões, roubos e um homicídio.

Entre os casos que provocaram maior repercussão está a agressão contra uma criança de 5 anos na Asa Sul. Também foram registrados o assassinato de um servidor do Senado em Taguatinga e uma ocorrência na qual uma idosa de 97 anos foi feita refém após a invasão de apartamentos.

Os episódios aumentaram a cobrança por medidas que consigam preservar a segurança sem transformar toda a população em situação de rua em alvo de criminalização.

GDF amplia atuação

Além da Operação Retorno, o governo vem estruturando ações conjuntas envolvendo assistência social, saúde e forças de segurança para situações que exigem intervenção do Estado.

O desafio passa a ser dar respostas às ocorrências que preocupam a população e, ao mesmo tempo, oferecer caminhos para que pessoas em vulnerabilidade possam reconstruir vínculos familiares e deixar as ruas.

Com o aumento recente das ocorrências, a efetividade dessas medidas deverá permanecer sob atenção. A expectativa é que o reforço das ações consiga produzir resultados tanto no acolhimento social quanto na preservação da tranquilidade nos espaços públicos do Distrito Federal.