Da redação
A prática de relação sexual durante a gravidez é considerada segura e pode trazer benefícios para mulheres sem complicações, de acordo com o ginecologista e obstetra Paulo Nogueira. O bebê permanece protegido pelo útero, pelas paredes musculares, membranas e líquido amniótico, sendo o colo do útero responsável por separar a cavidade onde o bebê está.
Nogueira destaca que a relação sexual não atinge nem interfere diretamente no bebê, independentemente da posição ou do tamanho do órgão. “O que pode acontecer é a mulher sentir sensações diferentes durante a gravidez. A região genital fica mais vascularizada, o colo uterino pode ficar mais sensível e algumas mulheres podem ter um pequeno sangramento após a relação. Isso não significa que o bebê foi atingido ou machucado”, explica o médico.
Segundo o especialista, a vida sexual ativa contribui para reduzir o estresse e melhorar o sono, graças à liberação de hormônios durante o prazer e o orgasmo. A adaptação das posições sexuais pode ser necessária, principalmente a partir do terceiro trimestre, sendo mais confortáveis aquelas de lado, de quatro apoios ou com a mulher por cima. Nogueira ressalta que a relação, isoladamente, não induz abortos nem provoca trabalho de parto, embora possa ocorrer uma liberação de ocitocina seguida de contrações passageiras.
Em gestantes de risco, a abstinência de relações fica restrita a casos como placenta prévia, sangramentos recorrentes, perda de líquido ou ameaça de parto prematuro. Nogueira orienta a procura de avaliação médica diante de sintomas como sangramento significativo, dor abdominal intensa, contrações regulares ou perda de líquido. Pequenos desconfortos ou sangramento discreto, por outro lado, podem ser considerados normais.





