Da redação
Em Brasília, a atividade do Airbnb movimentou mais de R$1,6 bilhão em 2025, conforme atualização de estudo da Fundação Getulio Vargas encomendada pela plataforma. O valor representa crescimento superior a 27% em relação ao ano anterior, englobando hospedagens, restaurantes, transporte, comércio e serviços.
O levantamento aponta que o aluguel por temporada sustentou mais de dez mil postos de trabalho na capital federal, gerou R$442 milhões em renda e contribuiu com R$892 milhões para o Produto Interno Bruto do Distrito Federal. A estimativa de tributos gerados atinge quase R$139 milhões. Segundo Fiamma Zarife, diretora geral do Airbnb para a América do Sul, “Brasília recebe visitantes durante todo o ano e por motivos bastante diversos, dos compromissos profissionais aos grandes eventos, passando por viagens em família e tratamentos médicos”.
A presença dessas plataformas gerou preocupação entre hoteleiros. Henrique Severien, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal, afirma que “o próprio estudo da FGV, ao estimar uma movimentação de R$1,6 bilhão na economia de Brasília em 2025 associada à atividade do Airbnb, dá uma dimensão da relevância que esse mercado adquiriu”. Severien destaca diferenças nas exigências legais entre hotéis e imóveis residenciais convertidos para hospedagem.
Para Valéria Farias, diretora de hotelaria do Sindhobar, o crescimento do turismo beneficia toda a cadeia econômica. Segundo a executiva, o aumento do fluxo de visitantes impacta não apenas a hospedagem, mas também restaurantes, bares, transporte e demais segmentos. Em 2025, a movimentação nacional do Airbnb superou R$113 bilhões, conforme a FGV.





