Da redação
Talita Pavarini Borges, coordenadora da Câmara Técnica de Enfermagem em Práticas Integrativas e Complementares do Conselho Federal de Enfermagem, participou do 4º Encontro de Enfermagem em Práticas Integrativas, realizado no espaço multiuso do Cofen, em São Paulo. Durante mesa redonda promovida pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, ela apresentou temas relacionados à atuação da Enfermagem nas práticas integrativas e complementares.
Segundo Borges, a articulação política e institucional é um dos principais desafios das práticas integrativas. “Não se faz Práticas Integrativas e Complementares de forma isolada, mesmo que seja em consultórios particulares. Por isso, precisamos nos articular, ocupar espaços de decisões para garantir segurança aos profissionais de Enfermagem, à sociedade e aos pacientes atendidos na ponta”, afirmou. Ela também ressaltou a importância do Sistema Cofen/Conselhos Regionais na aprovação de resoluções e normativas.
A coordenadora abordou ainda desafios específicos da aromaterapia, como qualidade dos óleos essenciais, receituário e manipulação dos compostos. Falou sobre as diferenças entre práticas privativas dos enfermeiros e aquelas abertas a técnicos e auxiliares. Em palestra, apontou a necessidade de conhecimento das legislações para o empreendedorismo nas práticas integrativas.
O evento contou com especialistas dos Conselhos Regionais do Distrito Federal, Espírito Santo e Santa Catarina, além de profissionais e estudantes de Enfermagem. Mesa redonda, palestras e workshops simultâneos abordaram temas como ozonioterapia, meditação e acupuntura. Dados apresentados no encontro indicam que 28% dos procedimentos de práticas integrativas realizados na Atenção Primária à Saúde são executados por profissionais de Enfermagem.




