Da redação
Victor Hugo da Silva e Adilson Audinir Oliveira Júnior foram presos em Presidente Prudente e Álvares Machado, no interior de São Paulo, acusados de integrar célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) que, segundo denúncia do Ministério Público, monitorava o promotor Lincoln Gakiya e o coordenador Roberto Medina.
A Promotoria afirma que o grupo investigado reunia informações da rotina dos dois servidores públicos e de seus familiares, relatando trajetos, placas de veículos, fotos e vídeos. Os dados obtidos eram destinados a Wellison Rodrigo Bispo de Almeida e Sérgio Garcia da Silva, também denunciados e acusados de participação em organização criminosa. As autoridades identificaram, em celulares dos suspeitos, mapas e pesquisas sobre as vítimas.
O Ministério Público relacionou nove processos desde 2019 que mencionam ameaças ou ordens de assassinato contra autoridades. Segundo a acusação, houve “um incremento na atuação da facção em detrimento dos agentes públicos, gerando risco iminente a suas vidas”. Os promotores solicitaram a prisão preventiva dos quatro suspeitos e a inclusão deles no Regime Disciplinar Diferenciado, com regras mais rígidas de isolamento.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado não detalhou em qual cidade cada prisão ocorreu. As investigações começaram após a prisão em flagrante de Victor Hugo sob suspeita de tráfico de drogas, quando a quebra de sigilo telefônico revelou indícios das ações monitoradas do grupo. Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas, sendo que a reportagem não localizou as defesas de Adilson e Sérgio Silva.






