Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe, em seu plano de governo para um possível quarto mandato, sustentar “taxas robustas de crescimento, ampliar os investimentos e elevar a produtividade”. A proposta não detalha como pretende financiar os novos investimentos nem especifica uma agenda clara de corte de despesas.
Segundo o programa, os compromissos apresentados são “factíveis, necessários e possíveis”, mas o documento não informa quais gastos seriam reduzidos, revisados ou compensados para viabilizar as ações. O plano defende a manutenção do arcabouço fiscal visando criar condições para uma “redução sustentada da taxa de juros”.
O programa indica que as emendas parlamentares representam uma “grave distorção na elaboração e gestão do orçamento federal”. Lula propõe enfrentar essa questão, destacando que, no orçamento de 2026, as emendas somaram R$ 50 bilhões, valor equivalente a cerca de um quinto das despesas discricionárias do Executivo.
O texto também aponta a necessidade de ampliar justiça tributária, fortalecer o Estado, investir em bem-estar social e valorizar o salário mínimo. O plano propõe expandir o Bolsa Família, modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e manter a articulação entre investimentos públicos e privados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).






