Da redação
A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) teve início em Ulaanbaatar, na Mongólia, com representantes de 196 países e da União Europeia, segundo informações oficiais. O encontro tem como foco negociações sobre soluções para seca, restauração de ecossistemas, segurança hídrica e alimentar, além da valorização de povos e territórios tradicionais.
Entre os temas principais está a criação de um novo instrumento internacional para fortalecer a governança sobre secas, pendência remanescente da COP16 em Riad, na Arábia Saudita. Também se destacam as metas de Neutralidade da Degradação da Terra, com a expectativa de apresentação de relatórios nacionais sobre ações adotadas para manter ou ampliar recursos da terra.
A secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, Yasmine Fouad, afirmou que há “reconhecimento crescente de que terras saudáveis são fundamentais para a segurança alimentar e hídrica, resiliência econômica e desenvolvimento sustentável”. Louise Baker, diretora-gerente do Mecanismo Global da UNCCD, destacou a necessidade de cerca de US$ 1 bilhão por dia até 2030 para os objetivos de proteção, avaliando o investimento atual como insuficiente.
Mais de 130 países já adotaram metas voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra. Conforme Fouad, essas metas devem ser vistas como investimentos em economias resilientes. No Brasil, o governo prepara a apresentação de seu primeiro conjunto de metas, após levantamento identificar cerca de 55 milhões de hectares degradados em 2020. A programação inclui ainda debates sobre pastagens, sistemas alimentares, saúde dos solos, resiliência à seca e fóruns para comunidades indígenas, juventude, setor privado e pastoralistas.





