Da redação
A Organização Mundial da Saúde informou que o décimo sétimo surto de ebola na República Democrática do Congo já contabiliza 2.325 mortos e 4.945 casos confirmados, ultrapassando o total de 2.299 óbitos da epidemia considerada a mais letal do país. Segundo a entidade, a cada semana o número de novas infecções dobra nas áreas mais atingidas, e a velocidade da transmissão tem superado a capacidade de resposta das equipes em campo.
Operações de grande escala foram desencadeadas para frear o avanço da doença e evitar novos impactos. Equipes humanitárias atuam em cooperação com o governo congolês no reforço de ações como vigilância epidemiológica, tratamento de pacientes, sepultamentos seguros e busca ativa de casos nas comunidades. Recursos internacionais de emergência foram mobilizados para garantir insumos médicos, treinamentos e equipamentos de proteção no epicentro do surto.
De acordo com a representante da Organização Mundial da Saúde na República Democrática do Congo, Anne Ancia, “conter essa disseminação é muito mais importante, porque a disseminação no início era em Ituri e Kivu de Norte, e agora já passou para outras províncias”. Ancia ressaltou as dificuldades de acesso a algumas zonas e a necessidade de união de esforços com a população para construir um futuro sustentável.
Além da crise humanitária provocada pelo ebola, a epidemia tem aprofundado o colapso dos serviços de saúde. Conforme divulgado, taxas de vacinação infantil e de partos hospitalares caíram mais de 40% em províncias como Ituri, expondo mães e crianças ao risco. Agências das Nações Unidas e forças internacionais seguem intensificando campanhas de sensibilização e distribuição de suprimentos de higiene.






