Da redação
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia em 10 de agosto, seguido por 183 réplicas, com impactos registrados em 15 departamentos e 437 municípios, segundo o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). De acordo com a agência, ao menos 135.179 pessoas foram afetadas, incluindo comunidades afro-colombianas e indígenas.
Foram relatados danos significativos em moradias e serviços essenciais. Conforme o Ocha, as necessidades mais urgentes abrangem saúde, abrigo temporário, água, saneamento, higiene, segurança alimentar, energia e comunicações, especialmente nos departamentos de Risaralda, Valle del Cauca, Chocó e Caldas. Avaliações rápidas visam identificar lacunas e apoiar a resposta do governo.
Segundo Eujin Byun, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o terremoto é “particularmente preocupante” por afetar 69 municípios já submetidos a pressões humanitárias. Nessas áreas, comunidades enfrentam conflitos armados e deslocamento forçado, com risco de novas perdas habitacionais. O Acnur atua junto ao governo em localidades como Cali e Buenaventura, e prepara a entrega de mais de 18 mil kits de higiene, 3,1 mil luminárias solares e 30 unidades habitacionais para abrigos temporários.
O Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU (Cerf) anunciou a liberação inicial de US$ 5 milhões em apoio à Colômbia, que deve receber recursos adicionais. Segundo o Cerf, a prioridade é fortalecer a resposta imediata e restabelecer serviços essenciais, em coordenação com a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres. Relatos apontam que mais de mil escolas do país foram danificadas ou destruídas.





