Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Ilusão Digital para investigar um esquema nacional que usava imagens forjadas por inteligência artificial de artistas e um jornalista na venda irregular de medicamentos. Segundo a corporação, entre janeiro e julho de 2026, foram registrados 139 crimes envolvendo deepfake no DF.
De acordo com a Polícia Civil, golpes e fraudes financeiras concentraram a maioria das ocorrências, sendo 59 estelionatos consumados e 23 tentativas. Outros crimes relacionados incluíram falsificação de documentos, falsa identidade, crimes por internet, invasão de dispositivos, pornografia (nove casos), ameaça (sete) e crimes contra idosos (sete).
A operação apura o uso não autorizado dos rostos e vozes dos cantores Almir Sater e Fagner e do jornalista Alexandre Garcia para simular depoimentos favoráveis ao suplemento “Erec Power”. As vítimas eram induzidas a adquirir o produto em sites da internet, embora ele não tenha registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, João Guilherme, informou que a falta de autorização agrava o risco à saúde pública. Em ação realizada em Guarulhos (SP), policiais localizaram um suspeito, que confessou produzir e vender o medicamento. Os envolvidos podem responder por estelionato qualificado, falsidade ideológica, associação criminosa e venda ilegal de medicamentos.





