Da redação
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, afirmou durante evento de campanha em São Paulo que Pablo Marçal (PRTB) tem o direito de disputar a Presidência da República, desde que esteja regularizado na Justiça Eleitoral. Marçal obteve liminar restabelecendo sua filiação partidária, apesar de ser considerado inelegível até 2032 por decisões do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ligadas à sua candidatura à prefeitura paulistana.
Durante a caminhada em Heliópolis, acompanhada por Ana Estela Haddad e Márcio França (PSB), Haddad comentou não saber se a candidatura de Marçal irá prosperar, mas destacou: “Sou democrata e acredito que, se alguém está habilitado a concorrer, deve poder fazê-lo”. O petista ressaltou ainda que “é ruim escolher adversários; a disputa deve ser baseada no que você […] tem a defender do seu legado”.
Segundo aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouvidos pelo Metrópoles, a candidatura de Marçal não deve afetar o desempenho do PT, apesar de considerarem o episódio um desgaste para a política em geral. De acordo com o colunista Vinicius Passarelli, a Federação União-PP foi surpreendida pelo registro da candidatura de Marçal, pois cogitava lançá-lo ao Legislativo como puxador de votos.
Ainda em Heliópolis, Haddad abordou problemas na infraestrutura escolar, defendendo melhorias e equiparação de parte das Etecs aos CEUs, com ampliação de cursos superiores. Ele também propôs concursos para professores, aprimoramento pedagógico e, na segurança pública, ampliação do uso de câmeras corporais por policiais e registro de boletins de ocorrência via WhatsApp. Outros candidatos ao governo de São Paulo participaram de entrevistas e encontros públicos, enquanto alguns não divulgaram agenda oficial.





