Da redação
O Distrito Federal enfrenta 54 dias consecutivos sem chuva, intensificando ações de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia. A estiagem, associada à baixa umidade e temperaturas elevadas, aumenta o risco de fogo e favorece a propagação das chamas no Cerrado.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, as mínimas no Plano Piloto variam entre 14 e 16 graus Celsius, com máximas de 30 a 31 graus, enquanto regiões como Paranoá e Gama apresentam extremos ainda maiores. Para mitigar riscos, equipes técnicas realizaram queima prescrita em 300 hectares e abriram 50 quilômetros de aceiros em 2026, integrando 150 brigadistas contratados por dois anos.
Segundo as autoridades, o monitoramento das áreas atingidas ocorre por meio do Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas, que produz mapas e relatórios periódicos. Entre 2020 e 2024, os locais com mais ocorrências foram os parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, além do Parque Nacional de Brasília e outras unidades de conservação.
A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril, prevê até 169 combatentes e 35 viaturas diariamente, podendo chegar a mais de 1.000 profissionais em casos graves. Até 16 deste mês, o Distrito Federal registrou 3.738 incêndios em vegetação, número inferior ao de 2025. A legislação determina multa mínima de R$ 1.000 por hectare para uso irregular do fogo, podendo superar R$ 50 mil em áreas protegidas.





