Da redação
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado ações para se aproximar de eleitores evangélicos, realizando viagens da primeira-dama Janja da Silva a encontros religiosos, promovendo jingle gospel e citando Deus em eventos, segundo integrantes do Partido dos Trabalhadores. O objetivo é reduzir a resistência desse segmento ao partido.
No entanto, dirigentes petistas divergem sobre a eficácia dessas iniciativas, temendo que a aproximação soe artificial e aumente a rejeição. Segundo a última pesquisa Quaest, o senador Flávio Bolsonaro (PL) subiu de 37% para 40% nas intenções de voto entre evangélicos, enquanto Lula caiu dois pontos percentuais, registrando 43%.
A participação de Janja da Silva tem sido destaque na estratégia. No lançamento da campanha, ela apresentou o jingle gospel “Tapete Vermelho”, em parceria com o pastor e cantor Cleber Lucas. Apesar disso, aliados de Flávio Bolsonaro demonstram ceticismo sobre possíveis resultados. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou: “É a mesma Janja e o mesmo Lula do desfile da família enlatada? Preciso falar mais?”.
O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ), que já integrou a base de apoio ao governo Lula em pautas relacionadas aos evangélicos, avalia que o Partido dos Trabalhadores ainda não acertou na comunicação com esse público. Para Otoni, há falhas tanto na linguagem quanto na interlocução e ele defende: “Falta um conservador”.





