Da redação
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, apresentou recomendações de políticas sustentáveis para o setor agrícola, além de sugestões de prioridades destinadas a candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições. O objetivo é subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas com base em evidências científicas, conforme os técnicos da instituição.
Segundo a Embrapa, a publicação enfatiza a necessidade de ampliação e estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva. O documento “Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação” aponta que insucessos nesse sentido aumentam vulnerabilidades e dependência de insumos importados, além de elevar a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos. “A insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades”, afirma a Embrapa.
A carta detalha seis temas estratégicos: segurança alimentar e nutricional, agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima, bioeconomia e desenvolvimento sustentável, transição energética e bioenergia, desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural, e transformação digital no meio rural. O documento menciona a necessidade de reduzir a dependência de insumos importados e ampliar investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos para fortalecer a competitividade do setor. Ainda conforme a publicação, a adoção de medidas em clima é urgente e o atraso pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050, conforme projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Nos cálculos da estatal, o valor agregado do agronegócio ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do total produzido no país. As atividades no campo empregavam 28,4 milhões de pessoas no ano anterior, com exportações de US$ 169,2 bilhões. Para cada real investido na Embrapa, há retorno de R$ 27,12 à sociedade, segundo a empresa.





