Da redação
Mais de 239 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária urgente, segundo as Nações Unidas. O setor enfrenta cortes de financiamento e aumento de ataques contra trabalhadores, agravados por guerras e desastres relacionados às mudanças climáticas. O tema marca o Dia Mundial Humanitário, lembrado em 19 de agosto.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que servir ao próximo tornou-se “mais perigoso do que nunca”. Em mensagem, Guterres homenageou profissionais que prestam ajuda vital, mas pediu reflexão sobre o aumento dos riscos. Ele informou que mais de mil agentes humanitários foram mortos nos últimos três anos, a maioria trabalhadores locais, enquanto outros escaparam de tiros, bombardeios, sequestros ou estupros.
Segundo Guterres, escolas e hospitais estão sob ataque, e novas armas, como drones armados, ampliam as ameaças. O secretário-geral afirmou que a desinformação mina a confiança, o financiamento do setor cai e o acesso às populações necessitadas sofre restrições, resultando em comboios bloqueados, trabalhadores ameaçados ou detidos e pessoas sem apoio.
Ataques a profissionais humanitários são ilegais e têm consequências severas para famílias, crianças e pacientes vulneráveis, de acordo com Guterres. Ele apelou para que países respeitem compromissos internacionais e regras da guerra, assegurem acesso seguro para a ajuda e responsabilizem autores das agressões, além de garantir recursos suficientes aos trabalhadores do setor.





