Da redação do Conectado ao Poder
Programa especializado promove acolhimento e orientação a vítimas, estimulando o rompimento do ciclo da violência
O Copom Mulher, programa especializado da Polícia Militar do Distrito Federal, completou dois anos prestando acolhimento e orientação a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, promovendo o rompimento do ciclo da violência e a prevenção da revitimização. De acordo com a corporação, 3.912 mulheres foram atendidas desde a implantação do serviço, sendo que 927 decidiram formalizar o registro policial após receberem orientação da equipe.
Durante cerimônia realizada nesta quarta-feira (19/8), a equipe do programa destacou os principais resultados alcançados no período, evidenciando a importância do acolhimento no incentivo à formalização das denúncias. Segundo a major Tainá Medeiros, chefe do Copom Mulher, levantamento do programa apontou que cerca de 30% das vítimas atendidas afirmaram que não teriam registrado boletim de ocorrência sem a sensibilização feita pelos policiais.
Para Medeiros, o principal fator que dificulta o registro das denúncias é a dependência da vítima em relação ao agressor, seja de ordem financeira, psicológica, familiar ou afetiva. “Eu observo que essa dependência é o fator preponderante para não ter registro. Mulheres que querem se separar ou sair de casa mas não têm para onde ir e não têm condições de pagar, e ela não sabe que o GDF tem essa rede de apoio”, relatou.
O programa foi criado após uma pesquisa da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal indicar que aproximadamente 70% das mulheres vítimas de feminicídio, entre 2015 e 2023, não tinham registrado boletim de ocorrência. O serviço funciona no Centro de Operações da PMDF e atua por meio de busca ativa e orientação por telefone, encaminhando as mulheres para atendimento na rede de proteção.





