Início Brasil SUS passa a oferecer 100 mil atendimentos psicológicos por mês para mulheres

SUS passa a oferecer 100 mil atendimentos psicológicos por mês para mulheres

Por Bela Galvão

Novo serviço oferece acompanhamento remoto para vítimas de violência, mães atípicas e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras

Mulheres em situação de violência e mães atípicas passam a contar com uma nova alternativa de atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde. O serviço, lançado nesta segunda-feira, 24 de agosto, prevê a oferta de 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental.

A iniciativa foi apresentada em Brasília pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O atendimento poderá ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital, por meio do espaço Acolhe Mais.

Além das mulheres que enfrentam ou enfrentaram situações de violência, o programa contempla mães atípicas e outras familiares, como avós, tias e irmãs, responsáveis pelos cuidados de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

As consultas serão realizadas por psicólogas e terão caráter sigiloso. Cada mulher poderá fazer até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando houver necessidade. Dependendo da avaliação profissional, a paciente também poderá ser encaminhada para um Centro de Atenção Psicossocial ou outro serviço da rede pública.

O atendimento funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Acesso pelo celular

Para utilizar o serviço, a mulher deve entrar no Meu SUS Digital com sua conta gov.br, acessar a área “Miniapps” e selecionar o Acolhe Mais +, destinado à saúde mental das mulheres.

Após o cadastro, a usuária será direcionada para a plataforma responsável pelo atendimento e deverá informar se está vivendo ou já enfrentou alguma forma de violência ou se atua como cuidadora.

A previsão é de que a equipe faça contato em até 24 horas para que sejam definidos o dia e o horário da consulta. A paciente receberá posteriormente o acesso para realizar o atendimento remoto.

Nos casos relacionados à violência, a primeira avaliação também servirá para identificar possíveis riscos, verificar a existência de uma rede de apoio e compreender as principais necessidades da mulher.

Situações consideradas graves poderão ser encaminhadas para serviços de saúde próximos à paciente. Quando houver risco imediato, a orientação será pela procura dos serviços de emergência e das autoridades de segurança.

Durante o lançamento, Janja destacou a importância de ampliar a proteção e o atendimento às mulheres. Segundo a primeira-dama, garantir condições para que elas permaneçam vivas, saudáveis e possam cuidar de suas famílias com segurança deve estar entre as prioridades das políticas públicas.