Da redação
A Força-Tarefa Previdenciária realizou a Operação Representante Ilegal, na Bahia, para desarticular uma organização criminosa suspeita de inserir dados falsos nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social com o objetivo de obter benefícios de forma fraudulenta. Segundo a Polícia Federal, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária na Agência da Previdência Social em Itapuã, Salvador.
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social, as investigações tiveram início após a identificação de acessos indevidos por estagiários na agência. Conforme as apurações, os envolvidos utilizavam credenciais de servidores para alterar registros nos sistemas e cadastrar supostos representantes legais sem o conhecimento dos titulares dos benefícios.
A investigação apontou o cadastramento fraudulento de representantes em benefícios previdenciários, o que culminou em 97 benefícios concedidos de forma irregular. Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo já causado aos cofres públicos é estimado em cerca de R$ 3,5 milhões. Caso as fraudes não fossem interrompidas, o prejuízo poderia chegar a aproximadamente R$ 99 milhões.
As apurações continuam para identificar outros possíveis membros da organização e avaliar a dimensão total dos danos. Segundo a Polícia Federal, os investigados responderão por estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos nos sistemas da Previdência Social.



