Da redação
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora da área econômica da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, criticou a reforma tributária aprovada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletiva após evento da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, em Brasília. Ela afirmou que a gestão “está escondendo” a alíquota geral do Imposto sobre Valor Agregado por acreditar que será “o maior do mundo”.
Segundo Daniella, Flávio Bolsonaro tem sugerido uma pausa na implementação da reforma por causa das incertezas apontadas pelo setor produtivo. “As empresas não sabem se adotam ou não o regime. É desconhecida qual vai ser a alíquota, porque o governo está escondendo do pagador de impostos, justamente porque vai ser a maior alíquota do mundo”, disse.
A economista afirmou que a alíquota média do IVA entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico é de 19%. Conforme ela, o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços informou que, no Brasil, a alíquota deve ser de pelo menos 28%, com anúncio previsto para novembro. Daniella considerou que a indefinição provoca “insegurança jurídica enorme”.
Daniella afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro concorda com o arcabouço da reforma e com a simplificação tributária, mas defende revisão das propostas. Ela pontuou que a reforma, tal como aprovada, não atingiu a meta de reduzir a quantidade de impostos, manteve cinco tributos e estabeleceu uma “alíquota proibitiva”, defendendo aprimoramentos nos primeiros seis meses de um novo governo.



