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Anresf investiga venda da SAF do Vasco e veta negócios com Palmeiras e Crefisa


Da redação

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) instaurou um procedimento para investigar se a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco ao grupo liderado por Marcos Lamacchia pode resultar em conflito de propriedade no futebol brasileiro. Durante a análise, a agência determinou medidas cautelares que proíbem o Vasco de realizar negócios com o Palmeiras e com a Crefipar, conglomerado financeiro sob controle de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa.

Segundo a Anresf, o procedimento busca averiguar se as ligações familiares e empresariais entre Lamacchia e Leila Pereira — ele é filho de José Lamacchia, marido da dirigente — configurariam influência relevante em dois clubes. O artigo 86 do regulamento da agência impede que qualquer pessoa, física ou jurídica, detenha controle ou influência significativa em mais de uma equipe.

As medidas cautelares vedam transações diretas ou indiretas entre Vasco e Palmeiras, inclusive transferências sem custos, operações financeiras, compartilhamento de profissionais, informações sensíveis ou estruturas como centros de treinamento. Os bloqueios também se estendem à Crefipar, impedindo novos negócios durante a apuração. Segundo a Anresf, tais barreiras visam preservar a independência esportiva das equipes até uma decisão definitiva sobre eventual conflito.

A relação entre as partes já apresentou movimentações anteriores: em 2025, a Crefisa concedeu empréstimo de R$ 80 milhões ao Vasco e atuou como garantidora no acordo de investimento entre o clube e Lamacchia. Em julho, o Flamengo solicitou à Anresf análise e veto da negociação envolvendo o Vasco. Conforme informou o advogado André Sica, representante de Lamacchia, o grupo está disposto a atender exigências da agência e aguarda a conclusão da avaliação.