Da redação
O petróleo encerrou o dia em alta, revertendo as quedas das três sessões anteriores, em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e à ausência de previsão de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz. O West Texas Intermediate (WTI) para outubro subiu 1,58%, fechando a US$ 83,53 por barril na New York Mercantile Exchange. O Brent para novembro avançou 1,82%, sendo negociado a US$ 88,52 por barril na Intercontinental Exchange de Londres.
Segundo Ole Hansen, analista do Saxo Bank, o foco do mercado voltou-se para os esforços diplomáticos em torno do Estreito de Ormuz. Hansen avalia que, apesar dessas tentativas, o mercado físico “ainda está longe do normal”. O fluxo de petróleo pela região atingiu entre 6 e 8 milhões de barris por dia, conforme a Bloomberg. Em meio a essas incertezas, o mercado reagiu com maior volatilidade no início do dia, consolidando a alta à tarde.
O ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, afirmou que as exportações do país continuam, mesmo com a recente queda. De acordo com a Fars, o vice-ministro Ahmed Zeraatkar declarou que cerca de 40% da capacidade do campo de gás de South Pars já foi restaurada. O ex-presidente Donald Trump mencionou possíveis sanções a bancos chineses que mantêm negócios com o Irã e disse que Moscou tem se comportado “muito bem” no Estreito de Ormuz, descartando riscos à Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Recentemente, o aumento da tensão entre Rússia e Ucrânia e o alerta da Alemanha sobre uma “ameaça real” após ataques com drones ao espaço aéreo europeu ampliaram as preocupações. A MSC Mediterranean Shipping suspendeu novas reservas de e para o porto de Novorossiysk, na Rússia, após um ataque a um navio. Além disso, segundo a Axios, a gestão Trump negocia importações da Venezuela para fortalecer as reservas estratégicas dos Estados Unidos.



