Da redação
Em Minas Gerais, pesquisa Quaest mostra que Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela primeira vez no cenário de intenções de voto para a Presidência, com 31% contra 30% do petista, em levantamento estimulado sem Pablo Marçal (PRTB). A distância entre os dois candidatos, que era de seis pontos percentuais em abril, caiu gradualmente ao longo dos últimos meses até o empate técnico atual, devido à margem de erro de três pontos percentuais.
Segundo Elias Tavares, cientista político, o equilíbrio em Minas Gerais é relevante porque o estado reflete as divisões políticas, econômicas e regionais do Brasil. “Quando Minas está dividida, é difícil imaginar uma eleição nacional tranquila”, afirma Tavares, que aponta a complexidade eleitoral mineira como explicação para a atenção reforçada nas disputas presidenciais.
Na pesquisa de agosto, 17% dos entrevistados disseram estar indecisos, e outros 8% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar. Romeu Zema (Novo) aparece com 7%, após registrar 12% em julho. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 3% cada. Magno Karl, cientista político, avalia que a queda de Zema coincide com o avanço de Flávio, sugerindo uma reorganização da oposição a Lula. “Flávio ganhou dois pontos e assumiu a dianteira numérica pela primeira vez no estado, e Romeu Zema caiu de 12% para 7%, uma queda fora da margem, que sugere transferência interna dentro do campo de oposição”, afirma.
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, tem mais de 16 milhões de eleitores. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no estado por uma diferença de 0,42 ponto percentual, com 50,21% dos votos contra 49,79% do então presidente.



