Da redação
O banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal por cerca de quatro horas em inquérito que investiga suspeitas de cooptação de dois servidores do Banco Central. Vorcaro negou ter praticado corrupção. No fim do depoimento, afirmou que “poderia falar muito mais coisas” caso estivesse em ambiente de delação premiada.
A Polícia Federal questionou Vorcaro sobre sua relação com Paulo Sérgio Neves, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, e Belline Santana, ex-chefe do departamento de supervisão bancária. Ambos são suspeitos de terem recebido propinas para oferecer consultoria informal ao dono do Banco Master durante tentativa de venda ao Banco de Brasília.
Segundo o banqueiro, os pagamentos feitos aos ex-servidores não tiveram irregularidades. Vorcaro afirmou ter contratado Belline por meio de um operador para consultoria em projeto voltado a jovens da periferia, e disse que a compra de terreno de Paulo Sérgio foi definida por seu cunhado, Fabiano Zettel, para fins de investimento no setor imobiliário.
O depoimento de Vorcaro ocorreu por videoconferência a partir da unidade prisional da Papudinha, onde está detido há cerca de dois meses. Este foi seu primeiro depoimento à Polícia Federal após tentativa frustrada de acordo de delação premiada. Sua defesa informou que ele está disposto a colaborar e reiterou que não praticou atos ilícitos.



