Da redação
Equipes de resgate continuam atuando na região fronteiriça entre o Nepal e a Região Autónoma do Tibete, na China, após o colapso de uma geleira seguido por deslizamentos de terra. Segundo autoridades locais, 538 corpos foram encontrados, e cerca de mil pessoas permanecem desaparecidas no Nepal, a maioria turistas. Do outro lado da fronteira, autoridades chinesas buscam aproximadamente 560 desaparecidos.
De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, quase 3.750 pessoas foram resgatadas, enquanto alertas de inundação interromperam temporariamente as operações. O desastre destruiu comunidades inteiras, além de estradas e pontes essenciais. A coordenadora residente da ONU no Nepal, Lila Yahia, precisou encerrar sua visita à área de desastre devido ao agravamento dos riscos.
Equipes de socorro atuam ininterruptamente para alcançar comunidades isoladas nos distritos nepaleses de Rasuwa, Nuwakot e Dhading. As Nações Unidas mobilizaram resposta de emergência, fornecendo alimentos, equipamentos logísticos, tendas e kits médicos para cerca de 10 mil pessoas durante três meses, além de imagens de satélite e análises técnicas para orientar as ações no terreno.
A Organização Mundial da Saúde alertou para o risco de surtos de doenças infeciosas, impulsionado pelo deslocamento em massa e precariedade dos serviços de água e saneamento. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, cerca de 10 mil alunos estão sem apoio educacional, e dezenas de escolas foram danificadas. Estima-se que pelo menos 93 mil pessoas necessitem de ajuda humanitária urgente na região.



