Da redação
Aliados da governadora Celina Leão (PP) manifestam preocupação com a possibilidade de parte do eleitorado de esquerda do Distrito Federal adotar o chamado voto útil em José Roberto Arruda (PSD) na disputa ao Palácio do Buriti. O debate ganhou força diante do desempenho considerado fraco de Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) nas pesquisas, somado à tendência de segundo turno entre Celina e Arruda, conforme levantamento da Quaest.
Segundo pessoas próximas à governadora, a migração de votos da esquerda para o ex-governador seria uma tentativa de derrotar Celina, que tem apoio de setores do bolsonarismo para a reeleição. A estratégia é comparada ao que ocorreu na eleição anterior ao Senado, quando parte do eleitorado progressista votou em Flávia Arruda para tentar barrar a candidatura de Damares Alves (Republicanos), em movimento que acabou frustrado, já que Damares foi eleita.
Além do voto útil, integrantes da base de Celina apontam a alta taxa de indecisão como fator de preocupação. De acordo com a Quaest, 10% dos eleitores brasilienses se declaram indecisos na pesquisa estimulada, índice que sobe para 63% quando a pesquisa é espontânea. Aliados da governadora veem nesse público um contingente ainda em disputa, potencialmente decisivo para um eventual segundo turno.
Antes de qualquer definição eleitoral, José Roberto Arruda enfrenta a impugnação de sua candidatura pelo Ministério Público Eleitoral. Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal analisa a flexibilização da Lei da Ficha Limpa em julgamento que pode beneficiá-lo. O processo no STF foi retomado após o ministro Gilmar Mendes devolver a ação para análise.



