Da redação
O governador em exercício Ricardo Couto decidiu recriar a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, designando Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, reitor da Universidade Federal Fluminense, para comandar a nova pasta. Segundo informações oficiais, a medida reverteu, após pressão da comunidade científica, a extinção da secretaria e a incorporação de suas funções pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
De acordo com dados de orçamentos estaduais para 2024, o Rio de Janeiro destinou R$ 647,7 milhões à sua Fundação de Amparo à Pesquisa, a FAPERJ. Apenas São Paulo tem montante superior, com R$ 2,83 bilhões, enquanto Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Ceará aprovaram valores menores para suas respectivas fundações, embora alguns desses estados tenham economia inferior à fluminense.
No entanto, ao relacionar o orçamento das fundações ao Produto Interno Bruto estadual de 2023, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Rio de Janeiro apresenta desempenho abaixo do esperado. O estado destina apenas 0,055% de seu PIB à FAPERJ, ficando atrás de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais. A relação é superior apenas à do Ceará.
O Rio de Janeiro concentra instituições científicas como UFRJ, UFF, UFRRJ, UERJ, UENF, Fiocruz, CBPF e IMPA. Apesar desse quadro, a representatividade dos recursos dedicados à pesquisa ainda está distante do potencial científico fluminense, indicando desafios para transformar capacidade instalada em estratégia efetiva de desenvolvimento de longo prazo, segundo dados oficiais.



