Da redação
Romário, senador sem partido, apresentou um projeto no Senado que propõe incluir no Sistema Único de Saúde a oferta de exames de sangue para detectar biomarcadores ligados à doença de Alzheimer, mediante prescrição médica. O objetivo é ampliar o acesso a tecnologias já disponíveis no setor privado.
Segundo a proposta, o projeto não determina um teste específico; a escolha dos exames deverá respeitar critérios médicos e as diretrizes das autoridades sanitárias competentes. Romário afirmou que “diagnóstico não pode ser privilégio de quem pode pagar” e destacou a importância de democratizar o acesso ao diagnóstico precoce da doença.
A proposta prevê que a realização desses exames complementaria a avaliação clínica tradicional, sem substituí-la ou transformar o teste em diagnóstico definitivo. O senador ressaltou o impacto familiar do Alzheimer, afirmando que a rotina de toda a família é alterada quando alguém recebe o diagnóstico e defendeu investigação precoce para orientar pacientes e familiares.
De acordo com dados citados no texto da proposta, cerca de 1,8 milhão de brasileiros vivem atualmente com algum tipo de demência, número que pode crescer para até 5,7 milhões até 2050. Na rede privada, o custo dos exames pode chegar a R$ 3,6 mil, conforme Romário.



